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Análise de óleo: qual a sua importância e como fazer?


Fonte: Bamaq


A análise de óleo é uma importante ferramenta de manutenção preditiva. Por meio dela é possível monitorar e avaliar as condições dos fluidos e equipamentos. Dessa forma, você maximiza o desempenho e a confiabilidade de ativos, identificando problemas, antes que se tornem falhas.


Ou seja, é um procedimento que gera assertividade, economiza tempo e reduz os custos de manutenção. Veja a seguir qual a função do óleo lubrificante e como fazer uma correta análise de óleo.


O que você verá neste artigo

  • Função e origem dos óleos lubrificantes;

  • Composição do óleo lubrificante;

  • Tipos de aditivos;

  • Manutenção preditiva de equipamentos;

  • Etapas da análise de óleo.

Função e origem dos óleos lubrificantes

O uso de lubrificantes tem como principal função diminuir o atrito entre as peças móveis, evitando desgastes, ruídos e geração de calor, além de promover limpeza e proteção contra corrosão.

Os óleos lubrificantes podem ser:

  • básicos minerais – obtidos por meio de destilação ou refino;

  • básicos sintéticos – produzidos por reações químicas e compostos

  • ou ainda, semissintéticos.

As principais características dos óleos lubrificantes são: viscosidade, índice de viscosidade e densidade. A viscosidade caracteriza a resistência de um fluido ao escoamento. Portanto, quanto mais viscoso, mais difícil de escorrer, logo terá uma maior capacidade de permanecer entre as peças.


Vale destacar que a viscosidade do lubrificante é influenciada pela temperatura. Nesse sentido, o índice de viscosidade diz respeito à variação da viscosidade em função da temperatura. Ou seja, quanto maior o índice, menor será a variação da viscosidade quando submetido ao aumento de temperatura.


Por fim, a densidade é a massa de um determinado volume de óleo a uma determinada temperatura e serve como um indicador de contaminação ou deterioração de um lubrificante.


Composição do óleo lubrificante

A maior concentração no produto final dos lubrificantes é o óleo base, correspondendo a 95%. Existem três classificações para esse composto (mineral, sintético ou vegetal). Os outros 5% são aditivos químicos, introduzidos para melhorar o desempenho do lubrificante, já que o óleo base sozinho não é suficiente para proteger o equipamento.

A adição dessas substâncias é importante para estender a vida útil do produto e prevenir fatores agressivos, como excesso de pressão e temperatura, formação de espumas e corrosão.


Tipos de aditivos

Os aditivos são elementos químicos sintéticos, variam de acordo com a sua função. Em um óleo lubrificante podem ser utilizados mais de um, a partir das necessidades que o produto precisa cumprir.


Os principais aditivos de um óleo são:

Dispersantes:

Suspende as impurezas que são responsáveis pela oxidação e contaminação, evita que as partículas menores se agrupem, o que impediria o fluxo normal do lubrificante.

Detergentes:

São usados para manter as superfícies metálicas limpas. Evita que qualquer contaminante se aloje na face, dificultando a passagem do lubrificante. ·

Antioxidantes:

Como o próprio nome diz, age para inibir a oxidação devido à exposição ao oxigênio do ar.

Anticorrosivos:

Funcionam para impedir a invasão de partículas corrosivas que se formam com a oxidação do óleo quando a queima de combustível não se dá por completo.

Melhorador do índice de viscosidade:

Minimiza as oscilações da viscosidade em função das alterações de temperatura.

Antiespumante

Evita a formação de bolhas de ar que surgem quando o óleo lubrificante é agitado. A formação de bolhas é responsável por formar espuma quando estouram, o que causa impacto nas paredes metálicas, gerando a cavitação.

Antidesgastes:

Na maior parte das vezes é composto a base de zinco e fósforo. É utilizado para impedir o contato entre as superfícies metálicas, visto que, muitas vezes, apenas a lubrificação hidrodinâmica não é suficiente.


Manutenção preditiva de equipamentos

Antecipar possíveis falhas no maquinário é o principal papel da manutenção preditiva. Nesse sentido, a análise de óleo dos equipamentos pode ser considerada a maior aliada desse processo. Afinal, sempre que analisamos um lubrificante, estamos, consequentemente, avaliando a máquina e suas condições de uso.


Como em um exame de sangue, a análise de óleo lubrificante revela dados essenciais sobre a integridade dos equipamentos.


Na análise é possível identificar eventuais desgastes de peças e componentes no maquinário, bem como a presença de fuligem e contaminantes externos, como na água e na sílica.


Ao descobrir que o equipamento está comprometido de alguma forma é possível tomar ações preditivas sobre ele. Além de evitar a quebra, a análise reduz o tempo de máquina parada e evita perdas em produtividade.