Saiba o que levar em conta na hora de comprar uma retroescavadeira.

Fonte: AECweb

Disponibilidade de assistência técnica pós-venda e custo-benefício,

além de potência e robustez são fatores fundamentais na hora de escolher esse

tipo de equipamento.

 

A retroescavadeira é indicada para apoiar a realização de serviços variados, de demolições e escavações a obras de pavimentação, abertura de valas e limpeza de terrenos.

 

A escolha bem-sucedida deve considerar fatores como o volume dos materiais a serem movimentados e as expectativas com relação à produtividade.

De modo geral, as principais diferenças entre os modelos dizem respeito à potência – que varia de 40 Hp a 110 Hp –, à profundidade de escavação e ao peso operacional máximo.

 

Um ponto importante para a escolha do modelo e da marca da retroescavadeira é a assistência pós-venda prestada pelo fabricante ou pelo seu representante local. “Um bom serviço pós-venda, com profissionalismo, preços adequados e rapidez fazem toda a diferença”, afirma Paulo Oscar Auler Neto, vice-presidente da Sobratema (Associação

Brasileira deTecnologia para Construção e Mineração).

 

Segundo ele, o investidor precisa fazer uma avaliação do ciclo de vida do equipamento, incluindo valor de aquisição, custo operacional das peças e do combustível, prazo de entrega, linhas de financiamento, atendimento pós-venda e, por fim, o valor e a facilidade para revendê-lo no mercado de usados.

 

“O ideal é buscar o melhor, não o menor preço. Afinal, nem sempre o valor de aquisição mais baixo garante bom negócio e o retorno esperado”, salienta Auler Neto.

 

POTÊNCIA E ERGONOMIA

Nos últimos anos, as retroescavadeiras tornaram-se mais produtivas e ergonômicas. Uma gama ampla de potências passou a ser oferecida, e as transmissões automáticas ou automatizadas substituíram as caixas mecânicas.

 

“Também notamos maior presença dos equipamentos com tração 4 x 4 e de versões mais ergonômicas, equipadas com cabine fechada, ar-condicionado, poltronas com amortecedores e melhores visibilidade e acessibilidade, além de menor emissão de ruídos”, comenta o vice-presidente da Sobratema.

S

egundo Ivone Domakosk, especialista em marketing para retroescavadeiras da Caterpillar, nos últimos anos, o aprimoramento do design vem sendo um dos focos de desenvolvimento. “Hoje, temos máquinas que oferecem mais conforto ao operador e garantem maior capacidade de levantamento e força de desagregação de materiais”, destaca Domakosk.

 

Eduardo Dalla Nora, diretor da unidade de veículos da Randon, informa que a indústria tem se voltado para o desenvolvimento de equipamentos com operação mais simples.

 

“Entre as tendências tecnológicas, notamos um movimento em busca de performance, mais eficiência na utilização da energia e substituição do aço por materiais mais leves e resistentes”, afirma, citando ainda motores padrão MAR1, que emitem menos poluentes.

 

“Entre as tendências tecnológicas, notamos um movimento em busca de performance, mais eficiência na utilização da energia e substituição do aço por materiais mais leves e resistentes”

Eduardo Dalla Nora

 

 MANUTENÇÃO

Em todas as máquinas utilizadas em canteiros de obra, a realização de manutenção preventiva periódica é determinante para reduzir o risco de paradas não programadas.

 

Com as retroescavadeiras não é diferente. “A análise de óleo do eixo, do motor e da parte hidráulica; a lubrificação de acordo com os procedimentos e o correto engraxamento são os principais procedimentos a serem realizados”, orienta Domakosk.

 

Outro cuidado que não pode ser ignorado, de acordo com Nora, é utilizar peças de reposição originais de fábrica em eventuais reparos.

 

“O uso de peça alternativa danifica os componentes do produto e pode, inclusive, comprometer sua garantia”, alerta o executivo da Randon Veículos.

 

A utilização inadequada é uma das principais causas de falhas em retroescavadeiras, especialmente nas articulações da lança e da caçamba frontal, nos estabilizadores e no sistema de direção.

 

“Por ser um equipamento que muitas vezes trabalha sozinho, é comum vermos retroescavadeiras fazendo tarefas muito mais pesadas do que o recomendado”, comenta Auler Neto.

 

COMPRAR OU ALUGAR?

O que norteia a tomada de decisão entre comprar ou alugar uma retroescavadeira é, principalmente, o tempo de uso do equipamento. “Geralmente, se forem utilizadas por mais de 12 meses, a compra é mais interessante.

 

Para prazos menores, certamente a locação é a melhor alternativa”, opina Paulo Oscar Auler Neto. Custos com manutenção, disponibilidade de pátio para equipamentos e depreciação são outros fatores que interferem na escolha entre a compra ou a locação.

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